quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vidas que se transformam

Na luta pela afirmação sexual, travestis e transexuais lutam contra preconceito e, em busca da felicidade, encaram o desafio de transformar para sempre as próprias vidas 

Secretária executiva de uma ONG, Patrícia Gomes é feliz com sua identidade de gênero

Luiza Falcão – luizafalcao@hotmail.com
Rafael Souza – rafaelrlp@hotmail.com
Wesley Prado – wesley.prado@gmail.com


A participação de uma transexual em um dos programas de maior audiência da TV brasileira despertou a curiosidade sobre um tema delicado e desconhecido por muitos. Não é a primeira vez que o tema ganha as ruas. Na década de 80, a modelo Roberta Close causou “frisson” com sua beleza e pelo enigma que representava. Contudo, o assunto não conseguiu ganhar na época a mesma amplitude de hoje, era da informação e da diversidade.


Os tempos são da aceitação. As multidões nas paradas da diversidade e a maior busca pelo direito da liberdade sexual são exemplos claros de que mesmo com muito preconceito ainda existente, o movimento LGBTTT (Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Transgêneros) recebe hoje mais atenção e conquistou mais espaço e aceitação popular.
Se por um lado se melhorou a relação da sociedade com os gays e as lésbicas, ainda existe uma espécie de abismo de conhecimento com os travestis, transexuais e transgêneros. A ausência de informações consistentes sobre o tema ajuda a consolidar o preconceito.


Com certeza não deve ser fácil acordar todos os dias e se sentir preso a uma realidade que não se adéqua à sua forma de pensar, de se sentir. O drama referente à própria identidade de gênero aflige pessoas de todos os cantos do mundo que não enxerga em seu gênero o caminho da felicidade. Apenas no Brasil, estima-se que 1,5 milhão de travestis e transexuais assumam uma identidade de gênero diferente da atribuída na hora de seu nascimento.


“Um transexual é como uma pessoa que se sente em um corpo estranho”, afirma Eder Deodato, um dos sete diretores da ONG Leões do Norte, que há quase dez anos trabalha na luta pelos direitos LGBTTT e contra todos os tipos homofobia, entre elas a transfobia. Esta é a denominação para os preconceitos e/ou ações discriminatórias contra travestis e transexuais.


Para a pesquisadora Maria Cecília Patrício, as transformações vão além da aparência visual. “Não é só uma questão puramente de corpo, de manter ou retirar o órgão sexual. É uma decisão que pode ser apenas cultural, não há mudanças de sexo no caso da travesti. Ou pode ser também biológica, quando o indivíduo busca a mudança das genitais”, comenta.


Para quem sempre sentiu na pele o desafio de ser “diferente” em uma sociedade tão conservadora, os desafios parecem justificar a luta pela felicidade. A travesti secretária executiva da ONG GTP+ (Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo), Patrícia Gomes, afirma que a aceitação de sua expressão sexual é um passo muito difícil, tanto para quem se sente como membro do sexo oposto quanto para seus familiares. Porém, para a ativista, quem não se assume corre o risco de se tornar uma “pessoa frustrada e vazia”. 


Aos 32 anos de idade, Patrícia é travesti desde os 20 anos. Confessa que passou por grandes dificuldades na vida, muito preconceito, descaso e até violência física, mesmo contando com o fundamental apoio da família. Mesmo já tendo sentido várias vezes o sabor amargo da rejeição social, não se intimida e se declara como uma pessoa feliz e que viu na transformação de seu corpo o caminho para sua afirmação sexual e conseqüente alegria de viver.

Em conflito de identidade, para travestis e transexuais, transformação é solução

Com ou sem cirurgia de afirmação sexual, pessoas que não se identificam com o próprio gênero lutam por uma nova vida.

Por Rafael Souza


A sociedade é cruel. Tudo aquilo que não se enquadra no padrão vigente é rejeitado e, se possível, catapultado para fora dela. Isso acontece em todas as esferas, da política à religião, passando pela questão racial até o status social. Obviamente, a condição sexual não podia ficar de fora.


Quem foge da normatividade heterossexual, seja homem ou mulher, é alvo fácil e direto de todos aqueles que têm dificuldades para aceitar as diferenças. Historicamente, a homossexualidade é rejeitada, mesmo com organização cada vez mais forte e que, aos poucos, tenta firmar seu espaço. 


Em uma linha diferente, a transexualidade e a travestilidade encontram resistências ainda maiores. Mais expostos e inseridos em um processo ainda mais radical, transexuais e travestis possuem o sentimento de estranheza, distanciamento e preconceito, por parte da sociedade, ampliados. 


A modelo transexual Aleika Barros, de 31 anos, é consciente das dificuldades existentes: “O Brasil é um dos três países com mais transexuais no mundo, mas ainda possui uma política excludente”, comenta. Modelo de sucesso, premiada diversas vezes, com títulos nacionais (Miss Brasil Transex) e até internacionais (Miss International Queen), Aleika é um exemplo bem sucedido de um mundo marcado pela obscuridade.



 Miss Brasil Transex, Aleika Barros é militante pró direitos das transexuais    



Aleika pode se considerar um caso raro entre tantos dramas Brasil afora, não que sua trajetória tenha sido fácil. A modelo teve o privilégio de contar com o apoio da família, o que é fundamental para o desenvolvimento pessoal de qualquer ser humano. A transex afirma que, na maioria das vezes, a perca total do apoio familiar no momento da afirmação sexual de uma pessoa, pode deteriorar todo o seu futuro.


O abandono familiar empurra muitos jovens para a prostituição, para o crime e até para a morte. Em alguns casos, histórias traumáticas se encontram e juntas se fortalecem: “Principalmente nas famílias de classe média baixa, as filhas trans não são aceitas. Elas têm que morar na rua, ou com outras trans. Em São Paulo, por exemplo, algumas casas abrigam vinte, trinta transexuais, formando uma nova família”, diz Aleika.


Toda polêmica em relação a aceitação social em relação a homossexualidade, transvestilidade e transexualidade se deve a um problema ligado a que essas identidades de gênero, assim como todas as outras, são uma condição, e não uma opção ou até mesmo doença, como setores mais conservadores da sociedade classificam. Mesmo vivendo bem e se considerando uma pessoa feliz, Aleika Barros diz que “desde pequena sou assim, nasci assim, isso não é uma escolha e nem influência, já que meus pais eram completamente heterossexuais.”

O “T” da questão

Ao destrinchar a sigla LGBTTT em Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Transgêneros, o autor de qualquer texto estaria cumprindo com seu papel de gramaticalmente correto, delimitando o assunto que aborda, mas com certeza não seria claro. Por que são três os T’s da sigla? Eles representam grupos necessariamente distintos? A verdade é que ainda hoje na era da modernidade e da aceitabilidade, muito do que é dito sobre os trans é errado, preconceituoso ou incompleto.


Cada vez que surge uma nova nomenclatura para uma categoria específica, como é o exemplo de crossdressing (aqueles que se vestem e se caracterizam da mesma forma que o sexo oposto sem deixarem de ser heterossexuais), fica mais difícil delimitar significados formais para designá-los.


Até hoje, a definição que mais se aproxima do cotidiano é a da travesti. São pessoas, geralmente homens, que não se sentem confortáveis com o gênero que , pelas normas socialmente aceitas, deviam seguir. Eles se comportam como sexo oposto, se vestem como tal, trocam seus nomes e querem ser tratados assim, respeitados por isso. Contudo, não se sentem infelizes com seu órgão sexual. 


Raika Bittencourt é a Miss Brasil Gay 2011




A travestilidade foi o tema central pesquisado pela antropóloga Maria Cecília Patrício em sua tese de doutorado. Baseada em seus estudos, Cecília afirma que transexuais são pessoas que nasceram com um sexo diferente do corpo biológico, não aceitando seu aprisionamento àquela condição. Diferentemente das travestis, com as transexuais é notado um incômodo com seu órgão sexual, chegando a ponto de ser insuportável: “O pênis da transexual pode chegar a atrofiar ou necrosar devido a falta de uso e de higiene. Elas não querem nem tocar no órgão, é como se fosse um aberração”, diz a pesquisadora.


Em relação aos transgêneros, Cecília explica que este conceito ainda é mais amplo e complexo que os outros. Aplica-se à transitoriedade de sexo e de gênero, algo que não se pode definir ou delimitar. Assim, tanto se adéqua aos travestis quanto aos transexuais, ou a qualquer um que nem se encaixe por completo no masculino, nem no feminino.


Raika Bittencourt investiu em si mesma para alcançar o bem estar que sempre almejou. Ela é enfermeira e tem 35 anos. Nasceu biologicamente homem, mas se sente satisfeita mesmo é em exercer a sua travestilidade. Em 2011 Raika foi a vencedora do Concurso de Miss Brasil Gay.

Sobre Raika, veja também:
Sonho realizado

Crônica: Diante do Espelho

Wesley Prado

A gente quase sempre nasce com tudo no lugar.  Eu disse quase. Tem gente que nasce com um detalhezinho de nada diferente dos outros e sofre um bocado por causa disso. E não estou falando de nascer com uma perna ou braço a menos – como as vítimas da geração talidomida, na década de 70 – ou de órgãos internos que funcionem de forma lastimável. Na verdade, o detalhezinho nem precisa ser algo assim, tão na cara. Basta estar na cabeça. De quem vê e de quem o sente a incomodar.

Você se olha no espelho. O que você vê? Se nasceu com um pênis e já passou dos vinte, provavelmente verá um rosto barbado, feições duras, ombros mais largos, mais pelos no corpo. Talvez músculos mais definidos pelo tempo gasto numa academia. Se você nasceu com uma vagina e já passou dos vinte, provavelmente verá um rosto mais delicado, de sobrancelhas finas, cabelo comprido, maquiagem, corpo mais delicado e curvilíneo. Com certeza mais bem cuidado, em termos estéticos e de saúde, que o corpo do homem.



No entanto, se você nasceu homem ou mulher e está entre os que caem dentro desta sigla nada comum, LGBTTT – especialmente entre os T’s – você certamente não se reconhecerá. A incapacidade de se reconhecer no próprio corpo torna o ato de se olhar num espelho um desafio, uma afronta diária com uma porção de si mesmo que não quer ficar escondida, alheia ao mundo, porém comumente relegada a ficar trancada dentro do que a gíria batizou de armário.

E esse móvel imaginário, escuro com um útero por dentro, o lugar seguro que resta, vira condenação, traz desconforto. Uma hora, é preciso sair. Mas quando? Quando encarar os outros, aqueles a quem o espelho só devolve verdades óbvias? Para alguns é mais fácil. O incômodo, o detalhezinho, está “apenas” naquilo que lhe atiça a carne e o apaixona. O amor e desejo que se encontram na igualdade do espelho. O L e o G daquela sigla estranha lá em cima querem apenas encontrar-se num outro que não lhe seja oposto. Ao menos, não sexualmente falando.

No “meio” do caminho, o B é o guloso diante do espelho. Quer tudo e todos, sem ninguém dizendo a ele/ela o que ela/ele tem que querer. É simples: ele ama a todos, deseja a todos. Não é promiscuo per si, a despeito de toda a pecha que a indústria do entretenimento parece querer lhes impor, como tatuagem. Amar sem distinção entre sexo não é ser safado. É simplesmente uma condição de amor que demanda uma estranha liberdade, uma para a qual, assim como tantas outras, o mundo não está disposto a oferecer.

Mas o espelho está lá, esperando os T’s. Esses sim, sofrem com o reflexo, para eles sempre distorcido. O detalhezinho é como aquele Kinder Ovo fuleragem: vem como brinde, mas definitivamente não agrada. Está sempre lá, irritando, enojando, transtornando.  Os T’s se olham no espelho e não se reconhecem. Sempre tem algo demais ou de menos na imagem refletida. Há um vazio que geralmente só se preenche com a própria aceitação, para uns, ou com uma radicalização na vida, para outros. Mas nunca é tão simples assim.

Para quem se inclui no LGBTTT, o detalhezinho já começa na família. Que muitas vezes não compreende, não aceita a realidade desejada por aquela pessoa. E a vida, tão cheia de problemas, ganha ainda mais peso quando isso acontece. Pois é sem esse apoio que todas aquelas seis letrinhas vão enfrentar uma sociedade que igualmente não as aceita ou as compreende.

São muitas histórias de luta, de resistência, pela simples defesa de assumir uma parte sua que lhe é rejeitada, negada, muitas vezes com violência, seja ela moral ou física. E até quando aquelas letrinhas da sigla vão precisar lutar? Será que elas precisarão se juntar com mais algumas para acabar de vez com o inimigo chamado intolerância? E pensar que é tudo por causa de um detalhezinho... E ainda nos dizemos modernos...

E para embalar essa crônica, nada melhor que Renato Russo com a música "Meninos e Meninas"

Alma feminina presa em corpo de homem?

O “conflito de gênero” é mais complexo do que se pode imaginar. A incompatibilidade da condição psicológica com a biológica pode levar o indivíduo a um altíssimo grau de instabilidade e tristeza. Independente de raça, sexo ou religião, a busca de todo o ser humano é pela felicidade. Para algumas pessoas, se é preciso provocar uma grande mudança, cuja consequência é uma vida nova talvez irreversível. Travestis e, principalmente, transexuais, atravessam esse abismo de incerteza.


Para quem busca em outro gênero sua plenitude, a cirurgia de afirmação sexual, mais conhecida como de mudança de sexo, é a grande solução. Por determinação judicial, desde 2007, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem que oferecer cirurgias de mudança de sexo gratuitamente a transexuais e incluir a operação em sua tabela de procedimentos. A advogada sanitarista e especialista em direitos humanos, Vera Baroni, defende essa ação como política pública e forma não só de inclusão digital, mas como de democracia.


Advogada estuda as escalas de preconceito
Sem chegar a se submeterem a cirurgia de afirmação sexual, apesar de passar geralmente por um extenso processo médico (envolvendo cirurgias plásticas e medicação), as travestis também encontram na mudança total a felicidade. No caso delas, a mudança é de âmbito cultural; não são homens (no caso das travestis), mas sim mulheres, e como tais assumem características femininas, que abrangem vestuário, aparência, as formas do corpo, mas sem envolver o órgão genital. 


“Não é o órgão genital que define o sexo de uma pessoa. Sou mulher, mas tenho pênis.” O depoimento é da travesti Patrícia Gomes, secretária executiva da ONG Posthivo (veja abaixo vídeo com Patrícia). Ela aponta a primeira vez que foi às ruas vestida como mulher o dia de sua grande firmação como pessoa, sua grande virada. Feliz, Patrícia é mais um exemplo da coragem e determinação em busca de mais que uma mudança, mas sim uma transformação capaz de solucionar a angústia e o vazio de uma vida infeliz.



Linha do tempo da homossexualidade

Entenda como aconteceram as principais mudanças na sociedade deste o seu surgimento

5000 a.C.Registros arqueológicos apontam para 5000 AC na Era Mesolítica onde o homo erotismo está representado em uma rocha encontrada em Addara, na Sicília. Nessa inscrição em rocha, homens e mulheres dançam ao redor de duas figuras masculinas com ereção. Supõe-se que esse registro represente uma relação homo erótica.

Séc. XXVIII a.C - Em registros que apontam para século XXVIII a.C. (2800 a.C., mas também citado em outros artigos com data de 2500 a.C.) um poeta desconhecido escreve a mais antiga epopéia preservada pela história, a Epopéia de Gilgamesh. A epopéia inclui a primeira história de amor homo erótico retratada pelos personagens Gilgamesh e Enkidu.

Séc. VI a.C 600 a.C. - O termo lésbica (Lesbos) é usado pela primeira vez.

Séc. I d.C 54 d.C. - Nero torna-se imperador de Roma. Nero casou dois homens através de uma cerimônia legal com ao menos uma esposa concordando com as mesmas cerimônias de um César. Essa interpretação é alvo de críticas de estudiosos sobre o assunto.

Séc. XIII - O artigo 48 do Código de Gengis-Khan indicava a pena de morte para os homens que tivessem cometido sodomia.

Séc. XVI - 1553 - Portugal criminaliza a sodomia através da instalação da Inquisição e de mudanças no Código Penal de Portugal. A criminalização da sodomia é estendida às colônias de Portugal. As Ordenações Afonsinas declaram que a sodomia é o mais torpe, sujo e desonesto pecado ante Deus e o mundo, impondo ao infrator que seja queimado até virar pó, para que não reste memória de seu corpo e sepultura.

1533 - Rei Henrique VIII, Inglaterra proclama todas as atividades sexuais não-reprodutivas como crime. Além da proibição de relações homossexuais, também foram proibidas a masturbação, o sexo anal e o sexo oral.

Séc. XVIII - 1791 - França descriminaliza a pederastia, termo utilizado para as relações homossexuais na França.

Séc. XIX 1807 - John Church, (1780-1835) é ordenado clérigo e se torna, segundo alguns historiadores, o primeiro reverendo na Inglaterra a celebrar cerimônias de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Foi condenado a prisão, dez anos após, por crime de sodomia.

1813 - Estado da Baviera, na Alemanha, descriminaliza a prática homossexual entre homens.

1830 - Brasil descriminaliza a sodomia nas relações sexuais, inclusive entre homens. Todas as referências à sodomia foram removidas com a introdução do novo Código Penal do Império do Brasil, assinada por Dom Pedro I. 

1860 - Índia (e Paquistão), então colônia da Inglaterra, criminalizam a homossexualidade através da Seção 377 do Código Penal Indiano.

1867 - o jurista alemão Karl-Heinrich Ulrichs (1805-1825) é demitido em função de sua homossexualidade e, então, começa sua vida como uns dos primeiros ativistas políticos em prol dos direitos dos homossexuais.

1871 - Alemanha criminaliza a homossexualidade através do Parágrafo 175 do Código Criminal.

1907 - Adolf Brand, líder ativista do Gemeinschaft der Eigenen, tentando reverter o Parágrafo 175, publica uma obra onde afirma que o chanceler imperial da Alemanha, o príncipe Bernhard von Bülow, seria homossexual. Brand é condenado a dezoito meses de prisão.

1933 - Dinamarca descriminaliza a homossexualidade.

1936 - A Secção 121 do código da URSS criminaliza o sexo anal entre homens

1937 - O triângulo rosa é usado pela primeira vez nos campos de concentração nazistas.

1972 - Noruega descriminaliza a homossexualidade.

15 de Dezembro de 1973 - A direção da Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, APA) procede a uma votação no sentido de suprimir a homossexualidade da lista de doenças mentais. Treze dos quinze membros da direção pronunciam-se favoravelmente. A decisão será contestada por muitos psiquiatras, que exigem a sua anulação ou a realização de um referendo.

Abril de 1974 - Um referendo interno promovido pela Associação Americana de Psiquiatria aprova com 58% dos votos a decisão da direção em retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais tomada no ano anterior.

1982 - Nos Estados Unidos da América, o estado de Wisconsin torna-se o primeiro do país para proibir discriminação contra homossexuais.

1992 - A Organização Mundial da Saúde deixa de considerar a homossexualidade como doença.
Maio de 2004 - Nos Estados Unidos da América, o estado do Massachusetts torna-se o primeiro do país a permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Oito de Novembro de 2007 - Brasil - Convocada a "I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais" que acontecerá entre 8 e 11 de maio de 2008 em Brasília.

05 de Maio de 2011 - Brasil - O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Com isso, homossexuais podem ter os mesmos direitos previstos na lei 9.278/1996, a lei de união estável, que considera como entidade familiar “a convivência duradoura, pública e contínua”.